Padronização do fluxo de projetos de inovação através da definição de macro etapas (Stages) intercaladas com pontos de tomada de decisão quanto à continuidade do projeto (Gates)

4.2.2 Avaliação de projetos no modelo Stage-Gate

Como executar

Descubra Mais

Neste video, Robert Cooper, criador do método Stage-Gate, descreve a teoria por trás do método Stage-Gate e conta um pouco da história de desenvolvimento do método:

Para discussões sobre como o modelo Stage-Gate deve evoluir para fazer jus aos desafios de cenários de negócio cada vez mais dinâmicos, assista este vídeo de Robert Cooper

Robert Cooper detalha a implementação do modelo Stage-Gate em seu livro Winning at New Products: Creating Value Through Innovation

Esta aula do Coursera, ministrada por Serge Rijsdijk, professor da Universidade Erasmus de Roterdã, descreve o modelo Stage-Gate

coursera.org

  • Estabelecer quais tipos de projetos deverão seguir o fluxo stage-gate

  • Detalhar os gates, ou seja, os marcos de decisão sobre a continuidade do projeto. Este detalhamento deve abranger:

    • Responsáveis por avaliar o projeto e tomar a decisão.

    • Entregáveis a serem apresentados para avaliação no gate;

    • Critérios a serem considerados na avaliação do projeto;

  • Detalhar cada stage, descrevendo:

    • Atividades e padrões a serem seguidos para a elaboração dos entregáveis;

    • Duração prevista e recursos a serem alocados ao longo da execução do stage;

  • Documentar e divulgar o fluxo stage-gate

  • Garantir a execução dos stages e gates conforme definido na documentação.

Resultados e Benefícios

O Modelo Stage-Gate para a execução de projetos de inovação estabelece um fluxo claro por meio do qual o projeto é desenvolvido e periodicamente avaliado para se decidir sobre a sua continuidade. Isso contribui para:

  • Eliminar do portfólio projetos com baixo potencial de geração de valor, garantindo a transparência na tomada de decisão.

  • Gerenciar o risco do portfólio de projetos por meio de uma alocação gradual de recursos na medida em que o projeto amadurece e a incerteza associada é reduzida.

  • Direcionar o desenvolvimento dos projetos, deixando claros os critérios de sucesso nos quais a equipe responsável deve focar sua atenção.

  • Facilitar a interação entre os gestores e os executores do projeto, definindo em qual momento ela deve ocorrer, o que deve ser apresentado e quais critérios devem ser discutidos.

  • Reduzir e tornar mais previsível o time to market das inovações.

Dicas úteis

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É importante que os tomadores de decisões que atuaram nos gates possuam:

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  • Diferentes capacitações e perspectivas, permitindo-lhes discutir as diversas dimensões relevantes para o sucesso de um projeto de inovação.

  • Autoridade para garantir a alocação dos recursos necessários à execução do próximo Stage.

Uma boa documentação é essencial para orientar as equipes com relação à elaboração dos entregáveis em cada estágio. Uma documentação clara facilita a implementação do fluxo e torna o desenvolvimento de produto muito mais eficiente.

Uma organização pode definir diferentes alternativas de fluxo Stage-Gate para projetos com natureza e complexidade diferentes. Por exemplo, o desenvolvimento de uma linha de produtos totalmente nova deveria passar por uma quantidade de gates maior do que um projeto de melhoria incremental em um produto existente.

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Alguns setores possuem exigências regulatórias que precisam ser consideradas nos fluxos de Stage-Gate. No setor farmacêutico, por exemplo, a regulação determina uma sequência de tarefas e marcos muito específicos.

É importante que exista alguma flexibilidade nas avaliações realizadas nos gates para permitir que o aprendizado ocorrido a cada stage possa ser utilizado para redirecionar o escopo do projeto. Essa flexibilidade é especialmente importante nos Gates iniciais.

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Usualmente, cada pode resultar em quatro decisões possíveis:

  • Go – O projeto avança para o próximo stage.

  • Kill – O projeto é descontinuado.

  • Recycle – Algumas das análises apresentadas deverão ser refeitas e o projeto deverá ser avaliado novamente pelo gate.

  • Hold – O projeto não é eliminado, porém a sua continuidade ficará suspensa até que a sua execução volte a ser interessante.

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Os Stages e Gates devem ser detalhados considerando-se o grau de incerteza existente em cada etapa do ciclo de vida do projeto.

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  • Nos iniciais, quando há maior incerteza em relação ao projeto, podem-se aplicar critérios não quantitativos. Por exemplo, pode-se avaliar o alinhamento do projeto à estratégia ou a existência de diferencial competitivo. Já nos mais avançados, quando mais informações estarão disponíveis, podem ser aplicadas avaliações quantitativas como uma estimativa de VPL e tempo de retorno sobre o investimento.

  • O montante de recursos alocados a cada deve ser pequeno nas etapas iniciais, quando ainda há uma grande incerteza em relação ao projeto. Na medida em que o projeto avança, devem-se alocar recursos cada vez mais substanciais.

  • Fase 0: Geração de ideias

    • Gate 1: Avaliação Preliminar da Ideia

  • Fase 1: Definição de escopo

    • Gate 2: Segunda Avaliação da ideia

  • Fase 2: Investigação detalhada e preparação do plano de negócio (Business Case)

    • Gate 3: Decisão sobre o Business Case

  • Fase 3: Desenvolvimento

    • Gate 4: Avaliação pós-desenvolvimento

  • Fase 4: Teste e Validação

    • Gate 5: Análise de negócio e aprovação para comercialização

  • Fase 5: Produção e lançamento no mercado

  • Revisão pós implementação

Um exemplo ilustrativo de configuração para o fluxo Stage-Gate é a seguinte:

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Caso a organização tenha implementado a prática de Consolidação e gestão do portfólio de inovação, a mesma deverá estar integrada ao fluxo Stage-Gate. Existem duas principais abordagens para isso: (i) As decisões tomadas nos Gates são consideradas sugestões e a alocação de recursos só acontece de fato após a validação da Gestão de Portfólio; (ii) Os recursos são alocados imediatamente após a decisão tomada nos Gates e o papel da Gestão de Portfólio passa a ser a realização de ajustes pontuais.

Onde é aplicada

O uso do fluxo Stage-Gate, em seu desenho tradicional, está mais associado a setores cujos processos de inovação têm maior padronização de suas atividades, prototipagem custosa e duração longa. É possível, no entanto, adaptá-lo para setores de outras naturezas.

A Análise Preliminar de Projetos de Inovação e a Elaboração de Business Case podem ser etapas do fluxo Stage-Gate. A gestão e consoligação do portfólio pode ser realizada de forma integrada ao Fluxo do Stage-Gate.

Relacionamento com outras Práticas

Nível

​Intermediário